.:: Introdução
Na edição da revista anterior, referi-me às artes piauienses como um todo. Agora, gostaria de me deter exclusivamente nas artes plásticas.
Temos artistas renomados, como Lucílio Albuquerque, nascido em Barras, em 1877, que se destacou no Rio de Janeiro. Um dos grandes colecionadores de sua obra é o acadêmico Nelson Nery Costa.
No século XX, tivemos grandes nomes piauienses das artes plásticas, como Afrânio Castelo Branco (Teresina, 1930) e Píndaro Castelo Branco (Floriano, 1930), ambos expressionistas e reconhecidos no cenário das artes brasileiras.
Sobre alguns desses artistas já vêm sendo realizados importantes estudos. É o caso de Afrânio Castelo Branco, cuja obra foi pesquisada pela professora doutora Núbia Canejo, da UFPI, e pela doutora Maria de Fátima C. Branco. Precisamos ampliar esse campo de pesquisa, valorizando cada vez mais nossos artistas.
Atualmente, temos algumas exposições em atividade no Piauí. Acredito que a mostra em homenagem ao grande pintor Nonato Oliveira (São Miguel do Tapuio, 1949), na Galeria Dora Parentes, do Sesc Cajuína, seja a mais representativa.
Celebrando 60 anos de atividade artística, Nonato Oliveira apresenta uma exposição de grande porte, reunindo obras pertencentes a colecionadores e instituições. O conjunto reafirma sua importância como um dos maiores nomes das artes plásticas piauienses.
Foi também Nonato Oliveira quem impulsionou uma renovação das artes plásticas piauienses na década de 1970, movimento que motivou uma exposição organizada com parte do meu acervo na Pinacoteca Marechal das Artes, destacando essa significativa transformação artística.
A Pinacoteca Marechal das Artes, situada na cidade de Pedro II, uma das mais intensas cidades piauienses em termos de cultura e educação, tem a coordenação de Ivanilda Amaral e a direção-geral do arquiteto Paulo Vasconcelos.
A exposição realizada na Pinacoteca Marechal das Artes, com parte do meu acervo, reuniu obras de artistas consagrados, como Afrânio Castelo Branco, Fátima Campos, Nonato Oliveira, Josafá da Silva, David Aguiar, Arnaldo Albuquerque, Albert Piauí e Dora Parentes.
Panorama da riqueza da produção plástica piauiense
Merece destaque, ainda, a exposição “Todas as Cores”
Também participaram da mostra Heloísa Cristina, Liz Medeiros, Avelar Amorim, Antônio Quaresma, Paulo Barros, João Batista, Faena Couto, Aureliano Müller, Jacinta Ramos, Júnior Brandão, entre outros artistas que contribuíram para apresentar um panorama da riqueza da produção plástica piauiense.
Merece destaque, ainda, a exposição “Todas as Cores”, também realizada na Pinacoteca Marechal das Artes. A mostra evidenciou a diversidade da produção artística do Estado, reunindo diferentes linguagens, técnicas e gerações de artistas, reafirmando a importância da instituição como espaço permanente de preservação, difusão e valorização das artes plásticas piauienses.
“São Franciscos”, realizada na Casa de Francisco
Outra exposição de destaque é “São Franciscos”, realizada na Casa de Francisco. A mostra reúne mais de cem artistas populares, cujas obras são inspiradas na espiritualidade franciscana, em um espaço situado numa região mais afastada de Teresina.
Em suma, estas são apenas algumas das exposições atualmente em cartaz no Estado do Piauí. Sabemos que existem outras, distribuídas por diferentes municípios, revelando novos autores e fortalecendo esse permanente processo de renovação das artes plásticas.
É necessário ampliar sua divulgação, incentivar a formação de público e facilitar o acesso dos admiradores. Somente assim será possível preservar, valorizar e projetar, cada vez mais, a riqueza das artes plásticas produzidas no Piauí.
.:: Revista VISUAL: Conclusão ::.
É necessário ampliar sua divulgação, incentivar a formação de público e facilitar o acesso dos admiradores. Somente assim será possível preservar, valorizar e projetar, cada vez mais, a riqueza das artes plásticas produzidas no Piauí.





