Nossa Língua Portuguesa: A palavra como raiz e resistência

.:: ENTREVISTA ::.

Antônia Claudino
Escritora e Jurista

KP – Pra início de conversa, quem é ANTÔNIA CLAUDINO para além dos livros?

ANTÔNIA CLAUDINO – Sou uma mulher nordestina, paraibana, moldada pela palavra falada, pela memória e pelo chão que piso. Antes de ser escritora, sou leitora do mundo, observadora do cotidiano e guardiã das histórias simples que muitas vezes passam despercebidas.

KP – Quando a literatura entrou em sua vida?

ANTÔNIA CLAUDINO – A literatura entrou cedo, ainda na infância, pelas vozes da família, pelas histórias contadas à noite, pelas cantigas e pela oralidade. Escrever veio depois, como uma necessidade: transformar sentimento em palavra, silêncio em texto.

KP – A Paraíba aparece como presença constante em sua obra?

ANTÔNIA CLAUDINO – Sem dúvida. A Paraíba não é apenas cenário, é essência. Está no modo de falar, no ritmo das frases, nas dores e nas belezas do povo. Carrego o Nordeste como identidade e como compromisso literário.

KP – Seus textos dialogam entre si. Isso é intencional?

ANTÔNIA CLAUDINO – É natural. Escrever, para mim, é um ato de resistência. Resistir ao esquecimento, às injustiças, à invisibilidade de tantas vozes. A memória é o fio que costura tudo isso.

KP – Quais são os temas mais o inquietam no processo criativo?

ANTÔNIA CLAUDINO – A condição humana, sobretudo a feminina, as desigualdades sociais, o tempo, a fé, a esperança e as contradições do ser. Escrevo a partir do que me atravessa.

KP – Como você define sua escrita?

ANTÔNIA CLAUDINO – Uma escrita sensível, comprometida e, acima de tudo, honesta. Não escrevo para agradar, escrevo para dizer. Se tocar alguém, já cumpri meu papel.

KP – Qual o papel do escritor na sociedade atual?

ANTÔNIA CLAUDINO – O escritor é um provocador de consciências. Não oferece respostas prontas, mas lança perguntas, provoca reflexões e ilumina caminhos possíveis.

KP – Ser mulher e escritora no Nordeste impõe desafios?

ANTÔNIA CLAUDINO – Muitos. Ainda enfrentamos silenciamentos e invisibilizações. Mas também é daí que vem nossa força. Cada texto publicado é uma conquista coletiva.

KP – O que ANTÔNIA CLAUDINO diria para jovens escritores e escritoras?

ANTÔNIA CLAUDINO – Leiam muito, escutem o mundo, respeitem sua própria voz e não desistam. A escrita é persistência, não apenas talento.

KP – O que a literatura representa em sua vida?

ANTÔNIA CLAUDINO – A literatura é minha forma de existir no mundo. É onde encontro sentido, abrigo e liberdade.

“Sua formação em Direito é uma compreensão das questões legais e sociais”

Sua vida pública é guiada pelo compromisso com a justiça social e o bem-estar da comunidade. Ela busca constantemente promover mudanças significativas para aqueles que representa.

“Permitindo uma atuação eficaz na defesa dos direitos e da justiça”

Antônia é membro da Confraria dos Bibliófilos da Paraíba. Ela destaca que valoriza a racionalidade em um mundo onde as redes sociais frequentemente influenciam comportamentos; assim, mantém suas convicções firmes, utilizando as ferramentas modernas sem se deixar moldar por elas.

Não respondi. Saí devagar como cheguei fugindo de seus olhos azuis. Ele se levantou com elegância e perguntou: qual seu nome moça bonita?

“Além disso, contribuiu para a edição especial da revista Conexão”

Na área do Direito, é autora do livro “Paternidade Socioafetiva: Reflexão sobre a lei e seus efeitos”. Sua formação em Direito oferece uma compreensão aprofundada das questões legais e sociais, permitindo uma atuação eficaz na defesa dos direitos e da justiça.
Também é colunista no portal MaisPB e participou das antologias “Ah, o Verão – poesia em quatro estações”, publicada pela Lura Editorial, e “Tributo à Cora Coralina”, promovida pela LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas, Nordeste em Letras e Prêmio Nordeste de Literatura, Editora Mágico de Oz, estando entre as 50 colaboradoras da revista “Mulheres Fortalezas”, com um depoimento sobre sua vida, que foi lançada em Portugal em dezembro/2024 e no Brasil em janeiro/2025. Além disso, contribuiu para a edição especial da revista Conexão “Mulheres que Inspiram Mulheres”, que foi lançada na cidade de João Pessoa e distribuída em toda a Paraíba, em novembro de 2024, destacando mulheres que lutaram pelos seus sonhos e se tornaram referências em suas áreas.
A sua história é caracterizada também por coragem, determinação e uma busca incessante por conhecimento — elementos fundamentais que definem uma mulher disposta a enfrentar os desafios que surgem em seu caminho. Antônia Claudino é a primeira mulher paraibana a ter um busto de bronze no Museu de Arte Jurandy Marciel localizado no Centro Histórico da capital paraibana, com destaque numa galeria em que estão Ariano Suassuna, Augusto do Anjos, Luiz Gonzaga e outros.

Antônia Claudino
(escritora)

Também é colunista no portal MaisPB e participou das antologias “Ah, o Verão – poesia em quatro estações”, publicada pela Lura Editorial, e “Tributo à Cora Coralina”, promovida pela LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas, Nordeste em Letras e Prêmio Nordeste de Literatura, Editora Mágico de Oz, estando entre as 50 colaboradoras da revista “Mulheres Fortalezas”, com um depoimento sobre sua vida, que foi lançada em Portugal em dezembro/2024 e no Brasil em janeiro/2025

Antônia Claudino (escritora)

Também é colunista no portal MaisPB e participou das antologias “Ah, o Verão – poesia em quatro estações”, publicada pela Lura Editorial, e “Tributo à Cora Coralina”, promovida pela LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas, Nordeste em Letras e Prêmio Nordeste de Literatura, Editora Mágico de Oz, estando entre as 50 colaboradoras da revista “Mulheres Fortalezas”, com um depoimento sobre sua vida, que foi lançada em Portugal em dezembro/2024 e no Brasil em janeiro/2025.

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