Revista VISUAL: As incoerências da palavra “amor” quanto ao ser

.:: Cintya Rodrigues/Escritora

Reside no mundo uma tal voz da pacificação
Do homem bondoso, intocável e fervoroso de fé
Nos ditames da ordem e dos valores morais de um moço de respeito
Convertido na própria imagem e semelhança de Deus
Em nome desse mesmo Deus com um só golpe desferi contra quem ousa
Mudar esse conceito da falsa moralidade
Esse mesmo ser mata por ganância e destrói o que vem por tirar-lhe
O direito de ter nascido em berço de ouro
Todos o idolatram como o próprio Deus vivo ou mesmo o faraó
Em seu trono pomposo que todos abaixam para cultuar um “deus”
Vendo-o como uma escada para a sua escalada de papel de importância seu reino de ouro e de magnitude
Porém, esse homem não aceita a negativa, projeta em si todo o narcisismo e agatismo
Onde viver na mentira é mais promissor e cauteloso do que a verdade
És que surge um Daniel que sai das covas dos leões como um guerreiro de luz e de virtude
E mostra a toda a elite as suas corrupções que enganam, roubam e articulam nas sombras o mal do outro
Agora esse homem se torna uma pedra no sapato daqueles que o invejam por sua grandeza e sabedoria
Tão pequeno que se tornou um gigante
Vem o coro de vozes em defesa do maligno e tentam de todas as formas isolar esse homem que carrega em seu nome Daniel a força de um leão que ruge por sede de justiça e por o amor
O ser humano se diz humano, mas age como um implacável ditador onde não abre espaço e nem tão pouco sabe o que é o amor, pois somente conhece
As suas glórias, a sua empáfia e se ludibria como sendo o dono do mundo
Surge um cântico doce e bucólico troçando as amarguras e dores de um Lima Barreto
Quem em seus impropérios discursos convulsivos e tido como um louco
Era mais realista do que o próprio o Machado de Assis o fora em suas ironias
Meu amigo Lima, pois me considero amigo deste a quem, pois sinto em suas palavras as agulhadas
Que são vivenciadas dia após dia,
Escrevia o que nunca deixará de existir
A Literatura que não aceita a beleza como fonte de inspiração
Sim a que soergue o grito vaporoso da Coruja que vocifera
Os crimes, as enganações e a cheia de um temporal dos acabrunhados
E as fatídicas cores dos dessabores que tangenciam o corpo decadente
De uma sociedade doente e alienante que exaure o gosto amargo de um
Mundo caduco, não de ser velho, mas com o qual continua em um processo
Renitente na manutenção da maior escravização que é a do ego
O ego que se envaidece e não aceita o novo como porta para passagem do melhor
Que é o amor
Um amor que valoriza
Um amor que não inveja
Um amor puro
O amor só irá existir quando souber amar
E amar sem cobranças
Um amor genuíno
O amor dos verdadeiros apaixonados
O amor do ser maior
Com Deus e para Deus

Cintya Rodrigues/Escritora

..:: Revista VISUAL: Conclusão ::.

A Literatura que não aceita a beleza como fonte de inspiração
Sim a que soergue o grito vaporoso da Coruja que vocifera
Os crimes, as enganações e a cheia de um temporal dos acabrunhados
E as fatídicas cores dos dessabores que tangenciam o corpo decadente
De uma sociedade doente e alienante que exaure o gosto amargo de um
Mundo caduco, não de ser velho, mas com o qual continua em um processo
Renitente na manutenção da maior escravização que é a do ego
O ego que se envaidece e não aceita o novo como porta para passagem do melhor

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