Artistas de várias cidades realizam Intervenção Artística pela Paz

Givaldo Quinzeiro
Diante de um mundo que se torna, cada vez mais, palco de acirradas disputas geopolíticas — agravadas recentemente pelos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã —, artistas de diversas cidades brasileiras e de outros países tomaram uma iniciativa histórica. Assim como Pablo Picasso fez há 89 anos ao pintar o célebre quadro Guernica, o grupo uniu-se para denunciar os horrores da guerra por meio da arte.
Com o tema “Antes que o mundo acabe, aceite meu sorriso como perdão”, a Intervenção Artística pela Paz que aconteceu no mês de maio. A iniciativa foi idealizada pelo professor e escritor caxiense Gilvaldo Quinzeiro.
Programação Presencial e Diversidade Cultural
Em Caxias-MA, o espaço Marília Eventos sediou o Sarau para os Poetas Vivos, realizado pelo Grupo Cultural Abraçarte (composto por Marechal, Julimar Silva, Oriel, Êmile Raquel, Deusdete Oliveira, Priscila Costa, Geovanna Campos e Matheus, além dos convidados Isaac Souza, Gilberto Lima e Edizão Sanfoneiro).
A programação, sob a direção de Gilvaldo Quinzeiro, destacou-se pela riqueza de linguagens e, como bem definiu a espectadora Hérica Romena, “tocou a alma”. O público acompanhou a performance musical “Dançando na Chuva”, apresentações instrumentais, intervenções de humor e um sensível recital de poemas, que incluiu a obra “Pense nos Outros”, do poeta palestino Mahmoud Darwish. Paralelamente, as ruas de Caxias receberam uma intervenção de adesivação urbana, assinada pela artista Raquel Freitas.
No sábado, as atividades presenciais ecoaram por diversas localidades, unindo espaços públicos e particulares em torno da causa:
“Alimentação Viva”, conduzida pelo educador e especialista no tema, Marcos Aguiar.
Organização: Gilvaldo Quinzeiro,
Nelson Gaspar, Angelo Campos, Alina
Velazco-Ramos e Chokri Omri.
• Coelho Neto-MA: Encontros no jardim, de Nelson Gaspar, combinando café e recital de poesias.
• Lagoa Santa-MG: Realização do ato “Flores da Paz”.
• São Luís-MA: Ensaio aberto especial conduzido pela Banda Sinfônica Tomaz de Aquino Leite.
• Aguascalientes (México): Gravação de um videoclipe com a participação de alunos do Instituto Aguascalientes.
• Apresentações Solo: Intervenções individuais dos artistas Ricardo Ferreira, em Penápolis-SP, e Beto, o Gordo, em João Pessoa-PB.
O evento ganhou ainda mais força internacional com a contribuição da pintora mexicana Karla Carrión, que dedicou um quadro-manifesto pela paz pintado especialmente para a ocasião, e do poeta tunisiano Chokri Omri, que participou com a leitura de um poema autoral.
Reflexões Virtuais
No domingo pela manhã, a programação migrou para o ambiente virtual via Google Meet, reunindo o público para um ciclo de palestras e reflexões profundas:
• “A Paz de Aristófanes”, proferida pelo filósofo e psicanalista Angelo Campos;
• “O que é a Paz?”, ministrada pela escritora Mirtzi Lima Ribeiro;
• “Alimentação Viva”, conduzida pelo educador e especialista no tema, Marcos Aguiar.
Organização: Gilvaldo Quinzeiro,
Nelson Gaspar, Angelo Campos, Alina
Velazco-Ramos e Chokri Omri.
Não é uma mulher de “passagem” que não lhes possa devolver a humanidade
“Ela expressa o que se passa no mundo”
Antônia Claudino é uma delas, que veio dos fluxos migratórios sertanejos e já veio pronta para ocupar as imparáveis multiplicações que continuam a povoar os campos das artes, da cultura e da sabedoria.
Não é uma mulher de “passagem” que não lhes possa devolver a humanidade, o sentindo da vida. Ela expressa o que se passa no mundo, nas cidades, nas imigrações intermináveis, onde as mulheres ocupam espaços mundiais.
A presença da escritora paraibana Antônia Claudino, na história das mulheres, vem dessa migração, das rotas alteradas, para que elas possam ultrapassar barreiras, principalmente na luta contra os seus direitos e da disseminação da assombrosa violência verbal.
“Luta contra os seus direitos e da disseminação da violência verbal”
Membro da Academia de Letras e Artes de Goiás, Antônia Claudino é o sertão e o mar na representação do desejo de mostrar sua palavra de pedra, desde a construção do primeiro ato de aprender a construir textos com as palavras desse destino inelutável de que não pode fugir, que deve encarar, escrever sem medo que a demografia ficará irremediavelmente no que ela tem a dizer.
Sua convivência com livros e ensinamentos vem de propósitos. Já lançou ‘Eu Sou Antônia” – A Divina Hipocrisia’ e livros focados no saber jurídico que é outra formação que a escritora paraibana se destacada, formada em Direito.
Mostrar o caminho oposto de uma sociedade arcaica
Defesa que ela faz contra racismos
Nada foge ao seu pensamento a encarar, escrevendo sobre solidão, angustia, saudades, estradas, luas e desertos humanos, alguns poemas irremediavelmente sonoros, que se acendem na defesa que ela faz contra racismos, que o fundamentalismo precisa e ela está ali para mostrar o caminho oposto de uma sociedade arcaica.
Comprometida com a defesa dos direitos humanos
Ela defende as mulheres com garra e maestria, nesse terreno da maldade dos homens. Seu texto é uma advertência. Seja por generosidade seja por pragmatismo, ou por um misto de ambas as coisas, Antônia Claudino se faz compreender o que já era necessário fazer no imediato, em nome da literatura.
Comprometida com a defesa dos direitos humanos, a Antônia jurista, enfermeira e escritora atua efetivamente, de forma consciente e planejada para corrigir as injustiças sociais.
Gilvaldo Quinzeiro
Claro que não é possível destacar todas as mulheres numa só, porque a todas foi terra prometida – terra do primeiro sol, metrópoles, gigantescas cidades, esquinas, palcos, cinema e literatura – além do poder que nasce com elas. Ela defende as mulheres com garra e maestria, nesse terreno da maldade dos homens. Seu texto é uma advertência. Seja por generosidade seja por pragmatismo, ou por um misto de ambas as coisas, Antônia Claudino se faz compreender o que já era necessário fazer no imediato, em nome da literatura.





