O que há de bom na obra de Antônia Claudino é o tempo que ela defende a causa da sua escrita
O que há de bom na obra de Antônia Claudino é o tempo que ela defende a causa da sua escrita, a ponto de haver lançado em coletâneas e livros solos várias obras. Ela escreve como quem fala, do ponto de vista formal, moderna, que chega a ser descrita e notada por quem entende da transformação da linguagem.
Lá em sua obra está o conteúdo de maneira não rebuscada, mas de uma identidade própria. Essa história, a dela, nos leva a visitar sua aura da autenticidade — uma palavra essencial no vocabulário de quem pode ser definida como escritora que veio do barro batido, do sertão seco e das ondas sonoras do mar da Paraíba.
Claro que não é possível destacar todas as mulheres numa só, porque a todas foi terra prometida – terra do primeiro sol, metrópoles, gigantescas cidades, esquinas, palcos, cinema e literatura – além do poder que nasce com elas.
Não é uma mulher de “passagem” que não lhes possa devolver a humanidade
“Ela expressa o que se passa no mundo, nas cidades, nas imigrações intermináveis”

Antônia Claudino é uma delas, que veio dos fluxos migratórios sertanejos e já veio pronta para ocupar as imparáveis multiplicações que continuam a povoar os campos das artes, da cultura e da sabedoria.
Não é uma mulher de “passagem” que não lhes possa devolver a humanidade, o sentindo da vida. Ela expressa o que se passa no mundo, nas cidades, nas imigrações intermináveis, onde as mulheres ocupam espaços mundiais.
A presença da escritora paraibana Antônia Claudino, na história das mulheres, vem dessa migração, das rotas alteradas, para que elas possam ultrapassar barreiras, principalmente na luta contra os seus direitos e da disseminação da assombrosa violência verbal.
“Luta contra os seus direitos e da disseminação da violência verbal”
Membro da Academia de Letras e Artes de Goiás, Antônia Claudino é o sertão e o mar na representação do desejo de mostrar sua palavra de pedra, desde a construção do primeiro ato de aprender a construir textos com as palavras desse destino inelutável de que não pode fugir, que deve encarar, escrever sem medo que a demografia ficará irremediavelmente no que ela tem a dizer.
Sua convivência com livros e ensinamentos vem de propósitos. Já lançou ‘Eu Sou Antônia” – A Divina Hipocrisia’ e livros focados no saber jurídico que é outra formação que a escritora paraibana se destacada, formada em Direito.
Mostrar o caminho oposto de uma sociedade arcaica
Defesa que ela faz contra racismos
Nada foge ao seu pensamento a encarar, escrevendo sobre solidão, angustia, saudades, estradas, luas e desertos humanos, alguns poemas irremediavelmente sonoros, que se acendem na defesa que ela faz contra racismos, que o fundamentalismo precisa e ela está ali para mostrar o caminho oposto de uma sociedade arcaica.
Comprometida com a defesa dos direitos humanos
Ela defende as mulheres com garra e maestria, nesse terreno da maldade dos homens. Seu texto é uma advertência. Seja por generosidade seja por pragmatismo, ou por um misto de ambas as coisas, Antônia Claudino se faz compreender o que já era necessário fazer no imediato, em nome da literatura.
Comprometida com a defesa dos direitos humanos, a Antônia jurista, enfermeira e escritora atua efetivamente, de forma consciente e planejada para corrigir as injustiças sociais.
Conclusão
Claro que não é possível destacar todas as mulheres numa só, porque a todas foi terra prometida – terra do primeiro sol, metrópoles, gigantescas cidades, esquinas, palcos, cinema e literatura – além do poder que nasce com elas. Ela defende as mulheres com garra e maestria, nesse terreno da maldade dos homens. Seu texto é uma advertência. Seja por generosidade seja por pragmatismo, ou por um misto de ambas as coisas, Antônia Claudino se faz compreender o que já era necessário fazer no imediato, em nome da literatura.





